Olááá! A semana que passou fez com que eu lembrasse a minha viagem ao Egito três vezes. Já, já conto os motivos…
Por isso, adivinhe? Vou falar sobre o Egito hoje…
O meu sonho de viagem, o meu sonho de vida e que não foi a perfeição na primeira vez que fui (e nem na segunda, aff!)… Vamos lá?
Falei agora há pouco que três motivos me levaram a relembrar a viagem ao Egito:
- a foto que postei no Instagram no dia relativo ao tema “viagem” do projeto que estou participando (#thefabulousproject);
- uma reportagem publicada na “Isto é Dinheiro” falando que os turistas estão evitando as pirâmides;
- a fala de um colega de trabalho que disse que o sonho dele era conhecer a Esfinge.
Meu sonho: viajar ao Egito
Quando estudei sobre o Egito na quinta série do primeiro grau, simplesmente fiquei apaixonada pela cultura daquele povo.
Isso foi “há muitos séculos”, uma vez que agora seria o equivalente ao sexto ano do ensino fundamental.
Minha alma viajante, apesar de não ser tão aflorada naquela época, já manifestou o desejo de conhecer esse local com tanta história e com tanto mistério.
Bom, esperei por dezoito anos para conseguir realizar esse sonho.
Nesse meio tempo, li e estudei MUITO sobre o Egito Antigo.
Fui “apresentada” a um Faraó magnífico chamado Ramsés II e à sua esposa querida Nefertari.
Fiquei encantada com o templo que ele mandou construir para ela: Abu Simbel…
Então, além de conhecer as pirâmides e a Esfinge, eu queria conhecer também esse templo especial.

Quase realizando o sonho…
Conversando com uma amiga que trabalhava comigo, a Marta, resolvemos ir.
Olha que fantástico!!! Eu iria conhecer essa terra tão amada!
E assim foi… Nas nossas férias escolares de julho, partimos…
Fomos por pacote, afinal, era a minha primeira viagem ao exterior.
Não entendia nada e não queria correr riscos.
Então, seria assim: sete dias no Egito pelo pacote oficial mais cinco dias livres, sem pacote.
Tudo para esperar começar o pacote de sete dias na Grécia.
Cara, vinte dias longe de casa. Eu nunca tinha passado por isso.
Então, fomossssssss…
Os primeiros dias no Egito
Pirâmides de Gizé e Esfinge
Nosso primeiro passeio foi justamente conhecer as pirâmides.
Diferentemente da segunda vez que visitei o Egito (no auge da Primavera Árabe) e do que disse a reportagem da Isto é, que citei na introdução, o local estava abarrotado de gente!!!!!

Não dava nem para apreciar direito e tirar as tão queridas fotos.
Estar ali, ao lado da Esfinge, foi algo muito surreal. Ela tem até rabinho, gente!!!!!
Eu nem tinha pensado sobre isso antes (quando eu achar a foto, eu atualizo aqui!!!).


Fábrica de Papiros e Fábrica de Perfumes
Em seguida, almoçamos e fomos conhecer uma fábrica de papiros.
Esse tipo de programa é a cilada que as empresas aplicam nos turistas, para que eles gastem comprando as coisinhas.
Foi legal ver como faz e tal, mas não comprei nada não…
Também fomos a uma fábrica de perfumes, sendo que eu tenho problemas com cheiros…
Fico enjoada. Então, foi péssimo.
Museu do Cairo
Terminamos no Museu do Cairo.
Gente, que tristeza que é aquilo…
A maioria das peças fica sem proteção.
Qualquer um pode tocar e, se quiser, estragar… Uma pena…

No dia seguinte, tivemos o dia livre (ficamos na piscina do hotel) e à noite, fomos passear de barco e jantar pelo rio Nilo.

Viagem ao Sul do Egito
Acordamos cedo e fomos ao aeroporto para pegar um voo para Luxor, onde começaríamos o cruzeiro pelo Rio Nilo.

O voo chegou muito cedo e a nossa cabine no navio ainda não estava disponível.
O que aconteceu???? O guia nos levou direto para o passeio pelo Templo de Karnak.
Como ainda não era uma viajante experiente, a minha mala de mão não era ideal para deixar no barco fora da cabine.
Tudo porque ela estava sem cadeado, tinha computador e havia um monte de coisas de valor.
O jeito foi levar junto aquele trambolho.
Também não tivemos tempo de trocar de roupa.
Futilidade? Não…
Ela não estava adequada para andar debaixo de um Sol absurdo (era só para enfrentar o frio do avião)…
Gente, eu estava me sentindo meio mal.
Acho que o Sol foi agravando esse estado.
Aí começava o drama de Carolina Belo no Egito.




Templo de Luxor
Também fomos conhecer o Templo de Luxor…


Uma história de mistério no Egito
Quando o passeio pelos templos acabou, fomos levadas de volta ao barco.
Bom, eu não disse antes, mas a gente estava sendo completamente roubada nesse país, pois tudo tinha que dar gorjeta e tinha que ser em Dólar.
Eu penso da seguinte forma:
“não é porque você está viajando que você está cheia de dinheiro e pode ficar gastando alucinadamente”.
Ninguém sabe o que a pessoa passou antes e as coisas que ela teve que abdicar para poder ter o dinheiro para viajar.
Dessa forma, não acho certo você ser obrigada a dar dinheiro para tudo na viagem e muito menos ter um valor estipulado.
Pois bem, explicado o meu pensamento, posso contar uma das coisas mais bizarras que vivenciei lá…
Sabíamos que o guia ia querer que pagássemos a “propina” para o motorista do carro.
Então, falei com Marta:
“você sai, eu jogo 1 Lira e saio do carro também”.
E isso foi feito…
Quando o motorista viu o $ (que era absolutamente nada), ele começou a esbravejar.
A gente já estava descendo a rampa de acesso ao barco, mas deu para ver a raiva ali.
Foi aí que a bizarrice aconteceu.
Está lembrado(a) do colar de hematita que citei na legenda de uma das fotos, né?
Pois bem, ele simplesmente estourou sozinho e todas as contas caíram.
Eu ainda tentei segurar algumas, mas pensei:
“pode ser a energia do motorista, já que a hematita funciona como um filtro energético”
e joguei no chão todas as que tinha segurado.
Depois desse episódio, passamos o dia no barco que ainda estava atracado.
Show de Luzes no Templo de Karnak
À noite, fomos assistir ao show de Luzes no Templo de Karnak.

Mais um dia na viagem ao Sul do Egito
No dia seguinte, ainda estava sentindo-me fraca, mas tínhamos o Templo de Hatshepsut e depois o Vale dos Reis.
Eu não ia perder, né?
Lá fomos nós…

O Vale dos Reis
O Vale dos Reis é um vale em Luxor (antiga Tebas).
Lá, por um período de quase 500 anos entre os séculos XVI-XI a.C., tumbas foram construídas para os faraós e poderosos nobres do Império Novo (da XVIII até a XX Dinastia do Antigo Egito).
Ou seja, Ramsés II também pegou esse local (ele é da XIX Dinastia).
No entanto, quando fomos, só estavam disponíveis para visitação as tumbas de Ramsés III e
Ramsés VII .

À tarde, começamos a navegar.
Eu entrava na cabine e começava a ter enjoos.
Então, ficava a maior parte do tempo na parte de cima do barco, sentindo o calor do local e buscando um vento, he he he he…
No jantar, enquanto todos saboreavam doces finos e gostosos, eu comia frutas, pois não me
sentia bem…

Templo do Deus Hórus, o Deus Falcão
No dia seguinte, visitamos o Templo do Deus Hórus, o Deus Falcão, lindo!
Eu ardia em febre, massss fui.
O lugar é bonito por extremo e vale muito a pena conhecer.


Quando voltamos, tivemos o mesmo problema com a gorjeta e o guia meio que falou o quanto tínhamos que dar de gorjeta.
Isso já estava me dando nojo.
Templo de Kom Ombo
Após a volta ao barco, partimos para Kom Ombo, um outro templo fantástico.
É o único templo duplo egípcio.
Isso porque é dedicado a duas divindades:
- um lado do templo é dedicado ao deus crocodilo Sobek, deus da fertilidade e criador do mundo;
- o outro lado é dedicado ao deus falcão Hórus.



Após esse templo, ficamos na piscina do barco, mas antes fizemos uma reclamação à empresa em relação ao nosso guia.
A gente já estava saturada das piadinhas de querer me trocar por camelos e por ficar ditando quanto deveríamos dar de gorjetas para os serviços que já estavam inclusos no nosso pacote.
Foi aí que aconteceu o inesperado…
Ele não gostou muito e foi tirar satisfações com a gente, como se fosse um coitadinho. Aff…
Usando o seguro viagem no Egito
À noite, a situação ficou crítica.
Eu já não aguentava mais, estava muito mal e, principalmente, estava quase certa de que morreria naquela viagem.
Tanto que gravei uns vídeos de despedida para que Marta mostrasse para minha mãe quando ela voltasse ao Brasil.
Sente o drama…
Onde está o glamour? Só isso que eu me pergunto… Ha ha ha ha…
Naquela época, ainda não havia Whatsapp.
E eu não sabia que o Skype era fantástico para ligar para o telefone fixo daqui de casa (comprando créditos).
Então, eu mandava mensagem para minha amiga Priscila e ela passava as notícias para minha mãe.
Como eu ia morrer mesmo, naquela noite, eu decidi ligar do telefone do barco.
Acho que se eu fosse a minha mãe, eu me bateria muito quando voltasse para casa.
Afinal, o que ela poderia fazer? NADA!
Portanto, só a deixei preocupada e à toa…
Fiquei viva! E ainda estou, ufa, não é um fantasma que vos escreve…
Aí eu piorei. Tanto que tivemos que chamar um médico.
Ainda bem que tínhamos o seguro viagem…
O médico veio e me deu uma injeção.
Eu pedi que fosse no braço, mas ele insistiu para que fosse nas nádegas.
Eu não sabia se era assim mesmo ou se o médico era um tarado.
Enfim, ele aplicou a injeção onde ele queria.
Depois que ele foi embora, subi para a parte aberta do barco para tomar um ar e não conseguia me manter acordada.
Era um sono absurdo.
Marta me levou para a cabine e eu apaguei.
Visitando o Templo de Abu Simbel
No dia seguinte, fomos até o aeroporto de Aswan (Assuan) e pegamos um voo para visitar o templo de Abu Simbel.
Simmmmm, o templo que queria conhecer.
Abu Simbel é um complexo arqueológico egípcio que se situa próximo ao lago Nasser.
Esse lago foi originado a partir da construção da represa de Aswan.
Entretanto, com os riscos de inundação dos templos, nos anos 1960, a UNESCO deslocou os monumentos para um local seguro.
Dessa forma, o templo foi cortado e transportado para o cume, evitando o alagamento das obras.
Ainda bem que esse templo não foi perdido.
Aí eu conto o segredo:
“eu estava tão dopada com a injeção que eu não me lembro de absolutamente nada desse templo”…
Olha que ironia do destino…
Eu sei que fui, porque apareci nas fotos, massssss não me lembro de quase nada…
Então, fique com as fotos, he he he…




Voltamos a Aswan pela manhã mesmo.
À tarde, fizemos um passeio de barco ao redor das Ilhas do Jardim Botânico e ao Mausoléu de Agha Khan, o túmulo do sultão Mahommed Shah, Agha Khan III.


Vila de Núbios e Represa de Aswan
No dia seguinte, fomos conhecer uma vila de Núbios e visitamos a represa de Aswan e o Templo de Philae.
Mas essa parte eu conto no próximo artigo, pois hoje já escrevi bastante.
Confira a continuação no artigo Represa de Assuan e Templo de Philae.
Nossa, foi fantástico relembrar essa visita ao Egito.
Você já teve a oportunidade de visitar o Egito? Tem mais alguma informação para complementar?
Então, escreva nos comentários.
Hoje fico por aqui!
Portanto, um super beijo e até a próxima,
Carolina
Além disso, para saber sobre a importância do seguro viagem, leia o artigo Seguro Viagem e Assistência Viagem, qual a diferença entre eles?
Mais sobre o Egito…
Quer saber mais sobre esse país? Então, confira também os artigos:
- Egito: índice de todos os artigos.
- Templo de Hatshepsut, o templo da rainha-faraó no Egito Antigo;
- Templo de Kom Ombo, o único templo duplo egípcio;
- Templo de Karnak, o maior templo egípcio;
- Esfinge de Gizé, a famosa esfinge egípcia;
- Cairo: atravessando uma avenida sem sinal de trânsito;
- Rio Nilo: atravessando a Eclusa de Esna no Egito;
- Templo de Luxor, uma beleza do Egito Antigo
- Drama no Egito: eu não quero morrer;
- O que ver e fazer em Saqqara e Mênfis no Egito;
- Visitando a Represa de Assuã e o Templo de Philae no Egito.
Ademais, pesquise e reserve pelo Booking.com o seu hotel no Egito ou qualquer outra localidade…
Respostas de 2
O Egito para nós também é um sonho de vida visitar o país só ainda não fomos pois nos últimos anos a insegurança aumentou. Vamos esperar que melhore.
Pois é Christian, depois desse primeiro perrengue e de ter estourado o tímpano na minha segunda tentativa de conhecer o Egito, cheguei à brilhante conclusão de que é melhor eu não voltar mais. Somado ao que você disse sobre a segurança, quem sabe em um outra vida, né? Mas tomara que tudo melhore para que vocês possam conhecer ao vivo…
Abraços,
Carolina