Olááá, tudo bem? Hoje falaremos sobre a Meia Maratona de Niterói.
E, desta vez, voltando totalmente às origens do blog, pois não vai ter auxílio de vídeo.
Isso porque eu estava com uma tendinite no tibial posterior e precisava correr focada nele, tentando aplicar o que a fisioterapeuta havia pedido para eu fazer.
Então, com você, Meia Maratona de Niterói narrada sob as minhas impressões.

O evento
A Meia Maratona de Niterói aconteceu no dia 4 de maio de 2024 e contou com provas de corrida nas distâncias de 6 km, 12 km e 21 km.
Além disso, houve uma caminhada 2,5 km e a corrida kids, com várias distâncias de acordo com distâncias diferenciadas de acordo com a idade.
Para quem corre visando pódio, a Meia Maratona de Niterói ofereceu premiação em dinheiro e com troféu para os 5 primeiros colocados na classificação geral dos 21 km.
Já para os 5 primeiros colocados na prova de 12 km e de 6 km só houve a entrega de troféus.
Ademais, houve premiação com mini troféus para os 3 primeiros colocados por faixa etária de cada distância na corrida.
As provas contaram com horário de largada diferenciada e isso foi perfeito para evitar confusões:
Os 21 km largaram às 5h35 e os 12 km às 6h.
Já os corredores dos 6 km partiram para a prova às 6h15 e a caminhada às 6h30.
A Corrida Kids aconteceu no dia 5 de maio, às 8h, também com largadas diferenciadas pelas idades (e distâncias, consequentemente).
Entrega de kits da Meia Maratona de Niterói
Aconteceu nos dois dias que antecederam às provas na Praça Popular, no Centro de Niterói (local onde começa o Caminho Niemeyer).

Eu fui na sexta-feira, à tarde, e foi tudo MUITO tranquilo e rápido.

O dia da prova
Como ficamos hospedados em um hotel razoavelmente próximo ao local da largada, já fizemos uma pequena caminhada de aquecimento.
Ainda estava bem escuro, mas a rua estava movimentada e foi tranquilo de chegar.
A arena já estava bem animada. Portanto, só deu tempo de fazer uma leve mobilidade e era hora de partir.
A largada da Meia Maratona de Niterói
A largada dos 21 km e dos 12 km foi pontualíssima.
Ué, Carolina, como você sabe que a dos 12 km foi também se você saiu antes?
É que Otávio foi para os 12 km. Então, tive meu “informante”, hehehe…
A dos 21 km foi uma largada em paz e sem atropelos.
Logo já alcançamos a Avenida Visconde do Rio Branco, uma das principais de Niterói, e seguimos nela por uns 2 km.
Ainda estava bem escuro e nem vi os pontos de interesse por ali…

Na verdade, eu estava concentrada acertando a pisada e me preocupando em como pisar de forma a não lesionar mais o tendão tibial posterior.
O caminho…
O percurso da Meia Maratona de Niterói foi ida e volta pelo mesmo trajeto praticamente (só houve alteração nas partes iniciais e finais).
Como disse, a escuridão não deu para apreciar muito da paisagem até chegarmos à Avenida Milton Tavares de Souza, logo depois do Forte de São Domingos de Gragoatá.

Eu sempre amo passar nesse local, pois ele oferece uma bela vista da cidade do Rio de Janeiro.
Dali também já vemos a Ilha da Boa Viagem. Vou fazer uns comentários específicos sobre ela agora.
Se não quiser ler e quiser continuar no relato da prova direto, é só pular a seção seguinte…
Ilha da Boa Viagem
Possui a Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, construída em 1650.
A capela foi destruída durante a invasão francesa de 1711 e reconstruída em 1780, em estilo neoclássico.
Além da parte religiosa, o local foi também destinado para fins militares.
Afinal, a Ilha da Boa Viagem possui uma visão excelente da Baía de Guanabara e podia ajudar no sistema defensivo.
É ligada ao continente por uma ponte.
O local é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Após passar a Ilha da Boa Viagem, começamos a subida para culminar no Museu de Arte Contemporânea, o símbolo de Niterói (e da Meia Maratona de Niterói também).
Mesmo esquema sobre a Ilha da Boa Viagem, vou fazer para os outros pontos de destaque da cidade. Se quiser só o relato da prova, é só descer um pouquinho após a seção…
Museu de Arte Contemporânea
A ideia é expor e abrigar obras pertencentes à arte contemporânea brasileira da década de 1950 até hoje.
Uma projeção de Oscar Niemeyer, foi construído no Mirante da Boa Viagem e possui uma forma que intriga algumas pessoas…
Seria uma flor? Um disco voador? Cada um fala uma coisa, mas quando fiz a visita, o guia disse que a ideia era ser um flor.
Então, eu acredito!
O interior do museu permite uma panorâmica para a Baía de Guanabara e as cidades do Rio de Janeiro e de Niterói.
Aqui foi o momento de “lutar” para conseguir uma foto solitária com o MAC ao fundo.

Eu não consegui, mas Otávio teve esse milagre. Então, vou usar a foto dele também (e ele já passou com a claridade, pois largou mais tarde).

Descemos até chegarmos a Icaraí.

E lá encontramos o segundo posto de hidratação (e, como foi ida e volta, ele também serviu como o penúltimo).
Então, foi só continuar seguindo pela orla e admirando a paisagem e a galera se exercitando…
Um pouco de história sobre Icaraí… Mesmo esquema… É só pular se não quiser ler…
Icaraí
Icaraí vem do tupi Carahy que significa “água de Peixe Acará” ou “Rio de Peixe Acará”.
Portanto, o nome do bairro é inspirado pelo Rio Icaraí que corta a região.
Atualmente, ele está canalizado e coberto na maior parte de sua extensão.
E como falamos em tupi, no início do século XVI, o bairro fazia parte do território dos índios tupinambás, aliados dos franceses quando vieram fundar a França Antártica.
Com a derrota e expulsão dos franceses, os índios também perderam suas terras.
Estas passaram para o chefe temiminó Arariboia (em 1568), como parte da Sesmaria dos Índios e recebeu o nome de Freguesia de São João de Carahy.
O seu povoamento da região iniciou-se a partir das décadas de 1840 e de 1850.
Em 1916, foi inaugurado o Hotel Balneário Casino Icarahy, um palacete que foi derrubado para construção de um edifício em estilo art déco.
Com a proibição do jogo no país (1946), o cassino deixou de funcionar e, 21 anos depois, passou a abrigar a reitoria da Universidade Federal Fluminense.
E a corrida continua…
Terminada a orla de Icaraí, começamos a subida pela Estrada Leopoldo Fróes.

Esse local é uma homenagem ao ator, compositor, letrista e cantor que nasceu em Niterói.
Conhecida como Estrada Fróes, foi até a inauguração do Túnel Roberto Silveira, nos anos 50, a única via de ligação entre os bairros.
Na descida, encontramos um posto de hidratação com água e isotônico.
Mas ainda não era hora de pegar o isotônico, coisa que deixei para fazer na volta hehehehe…

Chegamos a São Francisco e uma das primeiras estruturas que se percebe é o Skatepark Carlos Alberto Parizzi.
Inaugurada em 2015, é a primeira pista de skate oficial de Niterói.
Então, foi só seguir pela Avenida Quintino Bocaiúva na Praia de São Francisco.

Passamos pela Praça do Rádio Amador, o local de largada e chegada da Corrida do Túnel.
Lembra??? Se não, vou deixar o link para o artigo no final deste aqui.
Hora de voltar para casa…
E fomos um pouco pela Praia de Charitas, onde fizemos o retorno.

Aqui, um corredor gritou:
Vamos voltar para casa.

Realmente, hora de voltar para casa. Achei muito pertinente essa colocação…
E assim fizemos…

Mas antes ainda recebemos um gel de carboidrato…
Estrada Leopoldo Fróes (onde não recusei o isotônico)…

Praia de Icaraí…


Monumento Eu Amo Niterói

Subida até o MAC foi sofrida.


Foto no MAC sozinha!!!

Orla da Avenida Milton Tavares de Souza, já com claridade e podendo apreciar a paisagem…

Importante ressaltar que entre o Forte do Gragoatá e a Estação Cantareira havia um posto de hidratação que atendeu tanto a ida quanto a volta.

Na verdade, ele foi o primeiro e o último posto de hidratação da prova.
Aliás, tenho uma colocação a fazer sobre isso…
Limpeza na Meia Maratona de Niterói
Como não estava filmando, pude apreciar mais as coisas. E uma que me chamou muito a atenção foi a limpeza da cidade.
Quando chegávamos aos postos de hidratação, havia várias lixeiras após a entrega da água.
E quando acabavam as lixeiras, tudo estava tão limpo que dava até vergonha de jogar o copinho no chão.
Então, quando não queria subir na calçada para colocar na lixeira, achava melhor carregar o copo até o momento mais oportuno de descarte.
Sendo assim, parabéns à organização e aos corredores também por manterem o ambiente extremamente limpo.
Seguindo pelo trajeto da prova, ainda foi possível ver:
- a Igreja São Domingos de Gusmão, local que recebeu muitas vezes a visita da Família Real Portuguesa, pois perto dela havia um palacete onde D. João VI ficava quando visitava Niterói.

- a Estação Cantareira, prédio das ruínas remanescentes do antigo estaleiro e estação das barcas da Companhia Cantareira e Viação Fluminense.

- o Cinema Reserva Cultural, complexo de cinema, além de lojas e restaurante, outra obra de Oscar Niemeyer.

- a Praça Juscelino Kubitschek, mais uma obra do Caminho Niemeyer.

- o Palácio dos Correios de Niterói que, atualmente, é um Espaço Cultural, criado em 2014 (em comemoração ao centenário do Palácio).


Então, foi só contornar atrás do Shopping Bay Market, passar em frente ao Pórtico do Caminho Niemeyer e correr para a chegada…






Muito feliz pelas 2h05m de prova!
Pós-prova
Após o término da Meia Maratona de Niterói, havia frutas, água, isotônico e biscoito stroopwafel (que eu simplesmente amo e fazia muito tempo que não comia!!!!).

Encontrei amigos como Andre, do Canal Papo de Corrida e a Ana Paula, que conheci na Forge Trail Run. Vou deixar o link da prova no final deste post, caso queira saber como foi esse encontro, hehehe…


Pegamos umas cadeiras e ficamos sentados no sol descansando pós conquista…

Ainda tentei fazer o passeio de balão, mas depois de quase 1 hora na fila desisti.

Isso porque precisava voltar para o hotel e tomar café da manhã. No entanto, fica para uma próxima.
Agradeço pelo convite para participar da Meia Maratona de Niterói. Recebi duas inscrições para a corrida, mas sempre ressalto que tudo o que relatei neste artigo reflete a minha real experiência no evento.

Também recebi da Dream Niterói um pacote com todas as fotos feitas pelos fotógrafos da equipe. Muito obrigada!

A maior parte das fotos deste artigo, inclusive, são da Dream Niterói. Portanto, se você correu e ainda não comprou as suas fotos, confira no site da Dream Niterói.
E, finalizando…
Você já participou da Meia Maratona de Niterói? Se não, ficou com vontade de participar? Além disso, tem mais alguma informação para complementar?
Então, escreva aqui nos comentários e vamos continuar esta conversa!
Vou aguardar seus comentários, mas hoje vou ficar por aqui.
Portanto, um super beijo e até a próxima,
Carolina Belo
Mais sobre Niterói
A Meia Maratona de Niterói cobriu praticamente todo o Caminho Niemeyer. Quer saber mais sobre ele? Então, confira o artigo Caminho Niemeyer em Niterói
Quer um passeio guiado pelo Caminho Niemeyer? Portanto, sugiro o tour Excursão a Niterói e Rota Niemeyer.
Em busca de passeios em Niterói? Então, confira o artigo do Viajar correndo sobre a Ilha da Boa Viagem em Niterói e Fortaleza de Santa Cruz…
Além disso, confira a sugestão de outros passeios em Niterói no artigo O que fazer em Niterói durante a Maratona de Niterói.
Quer participar de mais corridas em Niterói? Então, conheça a Corrida do Túnel e a Maratona de Niterói.
Falando em prova, eu citei a Forge Trail Run. Sendo assim, aqui está o link para ela, caso queira ler: Forge Trail Run.
Ademais, precisa de hotel em Niterói? Portanto, pesquise e reserve pelo Booking.com.
Nós ficamos no Hotel Niterói Plaza, a 1 km da largada do evento. Em breve, resenha sobre ele. Mas você pode conferir uma resenha de vários hotéis em Niterói em Onde ficar em Niterói.