Olááá! Tudo bem? Hoje falaremos sobre a UAI 55 km, uma das distâncias da Ultramaratona dos Anjos Internacional, que acontece na belíssima Serra da Mantiqueira.
Eu participei dessa aventura e neste artigo vou contar como foi enfrentar esse desafio de respeito — com direito a muita poeira, subidas insanas e, claro, emoção na chegada!

UAI 55 km: voltei para buscar minhas asas
Se você acompanha o Viajar correndo, já deve ter visto que eu participei da UAI Reverse ano passado.
A UAI Reverse é uma edição especial da Ultramaratona dos Anjos Internacional que acontece em novembro.
Naquela edição, percorri um trajeto diferente e terminei dizendo para mim mesma que não encararia distâncias tão longas novamente.
Afinal, treinar para uma ultramaratona exige tempo, dedicação e a vida nem sempre colabora, né?
Mas bastou terminar aquela prova para eu descobrir que a distância de 55 km da UAI saía de São Lourenço…
Pronto! Quem resiste? Não deu outra: garanti minha inscrição e coloquei o desafio na agenda.
Voltei para buscar minhas asas — o lema da prova.

Como foi a prova dos 55 km na UAI
A largada aconteceu em São Lourenço.
Para chegar até a largada, a organização disponibilizou ônibus para levar os corredores de Passa Quatro até São Lourenço.

Logo de cara, a prova já mostrou que não seria fácil.
O clima seco e o trânsito de carros na pista de terra batida levantavam uma poeira tão densa que ficava difícil até de respirar.

Em muitos momentos, precisei levantar o buff para tentar minimizar o desconforto.
As primeiras subidas foram intensas, mas gerenciáveis.

Consegui correr bem e manter um ritmo consistente até o Bar do Zé Maria, que era o único posto de controle e de apoio dos 55 km.

Depois desse ponto, o cenário mudou completamente.

As subidas ficaram insanas, de verdade!

Completei a UAI 55 km em 8 horas e 6 minutos.
Felizmente, ainda estava claro quando cheguei.
Então, não precisei usar os itens obrigatórios previstos no regulamento da prova.

Impressões da UAI 55 km: mais difícil que os 65 km?
Se me perguntarem, eu confesso que achei os 55 km mais difíceis do que os 65 km que já havia feito.
Curiosamente, mesmo sendo uma distância menor, achei a UAI 55 km mais difícil do que os 65 km que já tinha corrido na versão Reverse.
Sim, pode parecer estranho, afinal são 10 km a menos, mas o nível de dificuldade do trajeto foi bem maior — pelo menos na minha percepção.

Ademais, isso mostra que em provas de trilha e de montanha o que pesa não é só a quilometragem, mas o nível técnico do percurso, o clima e as condições do dia.
Cada ultramaratona tem sua peculiaridade e, por mais que a distância seja um número, o corpo sente muito além disso.
E cada uma deixa uma marca diferente no corpo e na mente.

A emoção da chegada: um abraço que vale ouro
A chegada foi daquelas cenas que ficam guardadas no coração.
Quem estava me esperando era o meu treinador, Allan Dourado.

Isso não era exatamente planejado, mas eu agradeci a Deus e aos anjos por esse presente.
Depois de tanta poeira e esforço, aquele abraço foi o melhor prêmio!

Em seguida, ficamos aguardando os atletas da TD Runners que também encararam o desafio.
Primeiro chegou o Carlos San e depois o Otávio.
Cada chegada foi uma emoção diferente, uma celebração coletiva da superação!

Quer ver como foi? Tem vídeo no YouTube e Destaque no Instagram
Para quem quiser ver um pouco dessa experiência, já tem vídeo no nosso canal do Viajar correndo no YouTube!
Então, aproveite para assistir e sentir um pouquinho da energia da UAI 55 km:
Além disso, tem um Destaque exclusivo no Instagram do Viajar correndo só sobre a UAI, com bastidores, momentos da prova e pós-chegada. Então, corre lá para conferir!

E se você tem dúvidas de como arrumar uma mala para uma ultramaratona, assista ao vídeo: O que levar para uma ultramaratona? Arrume a mala comigo para a UAI 55km.
Sprint final: conclusão do artigo
E você? Já encarou ou pensou em encarar uma ultramaratona? Qual seria a prova? Ou você prefere deixar as asas guardadas por enquanto!
Além disso, tem mais alguma informação ou curiosidade sobre a UAI que você gostaria de compartilhar? Vamos continuar essa conversa!
Então, escreva nos comentários.
Vou aguardar a sua mensagem, mas hoje eu fico por aqui.
Portanto, um super beijo e até a próxima!
Carolina.

Artigos relacionados…
Quer mais provas em Passa Quatro? Então, confira os artigos:
Ultra dos Anjos Internacional 235 km
P4 Ultra Expedition Race (P4 UER), eu fui!
UD Passa Quatro, como foi o Ultra Desafio Passa Quatro 30 km
UAI Reverse 65 km: uma jornada de desafios, reflexões e autodescoberta
E já que falamos de corrida em Passa Quatro, que tal conferir o que fazer e onde ficar na cidade?
Ademais, sugiro alguns artigos relacionados a corridas trail e de montanha… Portanto, confira:
Como arrumar mala de viagem para correr
O que é altimetria em corridas e como ela pode afetar seu desempenho?
Mochila de hidratação OUTDOOR INOXTO de 8 Litros: resenha com impressões








Respostas de 2
Bom dia Carol,
Meu nome é Robson, sou de São José dos Campos/SP, e vou fazer a UAI 55km em 2026, se Deus quiser. Obrigado por compartilhar sua experiência, oque vai me ajudar muito na minha preparação.
Eu gostaria de saber mais sobre o apoio para a modalidade 55km, e pelo que eu entendi no modo “survivor”, não é permitido carro de apoio, correto? Mas existe algum abastecimento da organização, ou pontos comerciais no caminho onde se possa reabastecer?
Muito obrigado
Olááá, Robson. Tudo bem? Que bom que o relato sobre a UAI 55km irá te ajudar na preparação para a sua experiência na prova!
Não é permitido carro de apoio nessa distância. Na edição que fizemos, havia apenas um ponto de controle (PC) no caminho onde era possível tanto usufruir dos alimentos e bebidas oferecidos pela organização (bananada, paçoca, frutas, isotônico –> não lembro se tinha mais coisas, porque eu levei tudo comigo e não peguei nada no PC (só o isotônico, na verdade, e estava gelado e maravilhoso, heheheh). Este PC estava no Km 25 e ali também havia um bar (que vendia pão com ovo e Coca-Cola, por exemplo). Eu amo uma Coca-Cola em prova, mas estava quente. Então, nem comprei. Mas apenas para você saber mesmo que há essa possibilidade. No mais, nenhum outro ponto comercial pelo caminho depois que você sai de São Lourenço ou depois que sai do PC até chegar a Passa Quatro. Então, por isso, é importante reabastecer mesmo de água a sua mochila no PC, porque serão quase 30 km sem possibilidade de repor a água (e a subida depois do PC é insana). Tinha um filete de água jorrando no caminho? Tinha. Mas como não se sabe a procedência da água e se teria algum tipo de patógeno, acho meio arriscado consumir (a menos que não tivesse jeito mesmo). Então, treine com mochila para já ir se acostumando e tente levar o que puder com você. Reponha a sua água e aproveite a jornada. Ah, e verifique o clima quando você for. Na época, estava SECO ao extremo. Os carros passavam e levantavam aquela poeira doida. Eu levei um par de meias para trocar no PC e foi a melhor coisa que poderia ter feito (depois de beber isotônico geladinho, heheheh). Foi como se meus pés se renovassem, sem aquele monte de partículas de terra conseguidas no primeiro trecho, hahahaha.
Espero ter ajudado e, qualquer outra dúvida, pode perguntar!!! Bons treinos e uma excelente prova em Passa Quatro!!
Abraços,
Carolina