Olááá! Tudo bem? Hoje vamos falar sobre o Desafio da Ponte 2025, uma das corridas mais icônicas do Rio de Janeiro que voltou depois de 12 anos.
Foi o momento de transformar novamente a Ponte Rio-Niterói em um tapete para corredores apaixonados por desafios.
Quem acompanha o Viajar correndo sabe que tenho uma história especial com essa corrida: participei de todas as três edições anteriores do “Mundo Moderno” (depois explico o porquê) e cada uma delas deixou memórias que ainda fazem meu coração acelerar.
Agora, com o retorno do evento em 2025, parece que o relógio retrocedeu no tempo e toda a emoção está de volta!

O que é o Desafio da Ponte?
O Desafio da Ponte é uma corrida de rua com um pouco mais de 21 km, que começa em Niterói e chega ao Rio de Janeiro.
O auge, claro, é passar pela Ponte Rio-Niterói, uma das maiores obras de engenharia do Brasil.
O Desafio da Ponte, na verdade, é a reedição da Corrida da Ponte que teve sua primeira edição em 1981!
De lá pra cá, o evento aconteceu de 1982 a 1986, retornando com as últimas edições entre 2011 e 2013.
Depois disso, entrou em hiato por causa das obras para os Jogos Olímpicos de 2016.
Foi justamente por isso que falei anteriormente que tinha participado da Corrida da Ponte da “Era Moderna”, já que as edições dos anos de 1980 foram as clássicas e a de 2025, a da Era Contemporânea, hehehe.

Como foi o Desafio da Ponte 2025 na minha percepção
Imaginei que o processo de inscrição seria uma loucura, uma vez que essa prova estava no imaginário de muitos corredores.
Até desmarquei osteopata para poder estar em casa na hora da abertura das inscrições.
Tivemos sim, uma fila de espera. No entanto, elas não esgotaram, pois entrei em um horário mais tarde para testar e não precisei nem esperar para simular uma inscrição.
Para participar do Desafio da Ponte 2025, havia a necessidade de comprovar tempo igual ou menor a 2h30 em meias maratonas ou 5h em maratonas, em provas realizadas a partir de janeiro de 2024.
A gente enviava o comprovante durante o processo de inscrição e tinha que aguardar a confirmação, que veio, precisamente, um mês depois.
Enfim, a chegada do grande dia!
Então, no dia 3 de agosto, lá estávamos nós, prontos para atravessar a icônica Ponte Rio-Niterói.
Como estávamos no Rio, tivemos que pegar as barcas (que estavam inclusas na inscrição) para chegarmos a Niterói.
Recebemos uma pulseira com o horário que deveríamos pegar as barcas.
No entanto, as pessoas estavam embarcando à medida que iam chegando sem estarem, necessariamente, marcadas para aquele horário.
A largada aconteceu em ondas, a partir das 6h30.
Estávamos previstos para largar na onda C, mas acabamos saindo no final da onda D, já que passamos um bom tempo na fila do banheiro.

No fim das contas, isso foi até positivo! Largar um pouco mais para o final nos permitiu começar o percurso de forma tranquila, sem aquele empurra-empurra de início de prova, o que tornou tudo mais leve e prazeroso.
Com mais espaço à nossa frente, conseguimos apreciar com calma os primeiros trechos do percurso, explorando visualmente um pouco da cidade de Niterói.
Foi como se o cenário estivesse nos dando boas-vindas antes de um momento muito esperado: a entrada oficial na Ponte Rio-Niterói.
Ponte ficou fechada? Não totalmente!
Durante o evento, três faixas da pista sentido Rio ficaram reservadas para a corrida, enquanto o sentido Niterói seguiu aberto.
Tudo planejado para minimizar o impacto no trânsito e encerrar a operação até as 12h.
E o clima? Agosto foi escolhido justamente por isso: temperatura amena com sol.
E não teve vento na Ponte.
A corrida pela Ponte Rio- Niterói
A entrada na ponte foi um capítulo à parte. Logo de cara, passamos pelo pedágio.
Em seguida, tivemos que passar por baixo dela, contornando para pegar o sentido correto da travessia (sentido Rio).
Nesse trecho, já encontramos o primeiro posto de hidratação.
Ali já garanti minha primeira embalagem de água para a ação sustentável prevista pela organização.
Quem recolhesse três saquinhos de água durante o percurso, evitando o descarte na ponte, poderia trocar por um chaveiro em formato de medalha ao final da prova.

Chegar à subida do Vão Central foi, mais uma vez, uma experiência sensacional!
Eu já sabia o que me esperava, mas não tem jeito… Estar ali, naquele ponto tão simbólico da Ponte, me encheu de emoção.
Passei esse trecho inteiro com o coração transbordando de gratidão, observando cada detalhe da paisagem e relembrando as edições passadas.
Ah, e não posso deixar de comentar: teve gente reclamando da subida do Vão Central, dizendo que “nunca acabava”.
Pelo amor de Deus, né? A pessoa se inscreve para correr na Ponte Rio-Niterói e não sabe que tem uma subidinha no meio?
Juro que me perguntei: “o que faz essa pessoa estar aqui?”. Mas seguimos!

Do fim da ponte ao zigue-zague final: a emoção continua
Atravessar a Ponte Rio-Niterói é sempre inesquecível, mas quando ela acaba… Vem aquele momento de despedida.
Uma mistura de “já foi?” com “quero mais!”, sabe?

Logo que saímos da ponte, seguimos pelo Elevado do Gasômetro.
Em seguida, um trecho inédito para mim no modo corrida: a alça de acesso do elevado à Avenida Rodrigues Alves.
Já tinha passado ali de carro diversas vezes, mas correr por esse lugar foi uma experiência totalmente nova — e bem legal!
Nesse trecho, encontramos o posto do gel Z2.
Peguei o meu gel com o sabor que já estou acostumada e foi perfeito: fácil de tomar, caiu bem, e ainda deu aquela energia necessária para encarar os últimos quilômetros com força e foco.
Na Avenida Rodrigues Alves, começou o famoso vai e vem, zigue-zagueando para fechar a quilometragem certinha antes da chegada.
E enquanto isso, fiquei feliz por já ter feito minha parte na ação sustentável da prova: durante o percurso na ponte, peguei os três saquinhos plásticos necessários para garantir meu chaveirinho exclusivo.
Aliás, ainda peguei um extra, por precaução — e ele acabou sendo útil (mas essa história eu conto mais tarde).
Curiosamente, a partir da Rodrigues Alves, a hidratação mudou para copo, então quem deixou para pegar os saquinhos no fim, ficou sem. Eu? Já estava tranquila, só precisava encarar a fila da troca depois e garantir meu mimo cheio de significado.
Cruzando juntos a linha de chegada
Depois de todo o vai e vem na Rodrigues Alves, finalmente veio o momento mais esperado: a chegada! Passamos por trás da Yup Star, pegamos a Orla Conde e, dali, foi só seguir o caminho que nos levava direto para a linha de chegada.
A dispersão foi super tranquila: sem filas para pegar o isotônico e o kit lanche. Tudo muito bem organizado, o que ajudou a manter aquele clima leve de missão cumprida com sucesso.

Aproveitei também para passar no guarda-volumes, que estava com acesso fácil e bem sinalizado, e logo já estava com tudo em mãos.
Encontrei dois amigos queridos da TD Runners: o Ricardo e o Eduardo.
Depois, seguimos para o local onde estava sendo feita a troca dos chaveirinhos — aquele mimo especial para quem completou o desafio dos saquinhos de água durante a ponte.
O mais curioso? O Eduardo não tinha conseguido pegar os três saquinhos… Mas ainda bem que eu tinha aquele extra estratégico e Ricardo também, o que acabou salvando o chaveirinho dele também!
Fechamos esse dia com sorrisos, abraços e, acima de tudo, muita gratidão por ter tido, mais uma vez, a oportunidade de viver essa experiência incrível de correr na Ponte Rio-Niterói.
Um privilégio que só quem já passou por ali de tênis nos pés sabe explicar!

Vídeo sobre o Desafio da Ponte 2025
Quer ver como foi o Desafio da Ponte 2025 na minha percepção? Então, confira o vídeo do Viajar correndo.
Aliás, aproveite e inscreva-se no Canal Viajar correndo.
Minhas memórias das edições passadas
Participar das edições de 2011, 2012 e 2013 foi como guardar capítulos de um livro que eu nunca quis fechar.

Corrida da Ponte 2011
Participar dessa edição da primeira Corrida da Ponte Rio-Niterói da “Era Moderna” foi uma experiência incrível não só pela corrida em si, mas pelas emoções vivenciadas.
Estava com o pé lesionado um mês antes da prova e mesmo com várias sessões de fisioterapia, na corrida contra o tempo, o pé ainda estava estranho no dia da Corrida da Ponte.
No entanto, fui, mesmo assim…
Tudo foi ótimo até o segundo posto de hidratação quando virei o pé.
Claro que tinha quer ser justamente o pé lesionado.
Corri mais dois quilômetros, mas não deu: precisei andar.
Foi aí que eu percebi como a gente não está só durante as provas.
Isso porque as pessoas, mesmo tendo suas metas, ainda encontram tempo para ajudar.
Comecei com um senhor que me viu andando e me chamou para acompanhá-lo. Mesmo diminuindo o ritmo, ele se dispôs a me ajudar.
Na Perimetral, tive mais uma mostra de companheirismo.
Isso porque não havia mais isotônico (uma das minhas reclamações) nas bancas.
No entanto, INACREDITAVELMENTE, vários isotônicos fechados estavam jogados nos cantos das pistas.
Um outro senhor conseguiu achar dois isotônicos fechados e me cedeu um.
Outra surpresa muito bonita também ocorreu na Perimetral. Na altura da Cidade do Samba, ouvi um coro gritando “boa sorte” sem cessar.
Ao olhar para baixo, foi muito emocionante ver um grupo de crianças no quintal de casa nos incentivando. Confesso que chorei.
Apesar de todo o sofrimento, foi uma prova maravilhosa.
Confira como foi a Corrida da Ponte 2011
Corrida da Ponte 2012
No ano seguinte, eu já sabia o que esperar – ou achava que sabia! Mas, cada edição é uma edição…
Aliás, essa prova tinha algo mágico: era impossível não se sentir parte de algo grandioso.
Para conferir, assista ao vídeo da edição 2012.
Corrida da Ponte 2013: a despedida temporária
Eu não sabia que seria a última edição da Corrida da Ponte. Mal sabia que seriam 12 anos de espera até o reencontro!
Sprint Final do Desafio da Ponte
Novamente, o Desafio da Ponte 2025 não foi só uma corrida pura e simples.
Na verdade, foi uma viagem no tempo.
Literalmente, uma ponte entre memórias e novos sonhos.
Cada passo sobre aquele asfalto foi uma mistura de história, beleza e amor pela corrida que nos possibilita vivenciar experiências diferentes.
Eu estava cansada, por conta do excesso de provas seguidas, mas foi muito bom poder estar de volta.
Agora, estou descansando. Mas curtindo as memórias desse dia tão especial.
Você participou do Desafio da Ponte 2025? Como foi sua experiência? Além disso, tem mais alguma informação para complementar?
Então, escreva nos comentários e vamos continuar esta conversa.
Vou aguardar a sua mensagem, mas hoje eu fico por aqui.
Portanto, um super beijo e até a próxima!
Carolina

Mais sobre Pontes no Viajar correndo
Gosta de corridas em ponte? Então, confira outros artigos aqui no Viajar correndo com o tema:
Quer ver mais relato sobre a Corrida da Ponte 2011? Sendo assim, confira o artigo que foi publicado no blog Pulso, de O Globo.
Além disso, se você quiser saber mais sobre a Ponte Rio-Niterói, confira o artigo Desvende a Ponte Rio-Niterói: curiosidades incríveis às vésperas do Desafio da Ponte 2025.
Veio para o Rio correr e quer fazer passeios para conhecer a cidade? Então, confira: Rio de Janeiro: o que fazer na Cidade Maravilhosa.
Sabia que viajar para correr tem suas particularidades? Quer saber mais? Portanto, acesse: Viagem e Corrida, uma combinação completamente possível.








Respostas de 2
Uauuu que corrida emocionante, Carol! Imagino como deve ser passar pelo vão central, podendo apreciar a vista sem de carro.
Eu fiquei triste de não poder participar, pois não tenho tempo ainda, mas fiquei feliz por ti, que foi lá e aproveitou muito a corrida.
Parabéns 👏👏👏
Ahhh fiquei curiosa pra ver o chuveirinho 😬🤭
Beijosss
Olááá, Márcia! Tudo bem? Não fique triste, pois como a prova foi um sucesso, tenho certeza de que haverá outras edições. E, com isso, você vai se preparando para participar na próxima.
Muito obrigada por sua visita e por seu comentário.
E sobre o chaveirinho, eu vou fazer uma foto exclusiva dele para colocar aqui. Bem lembrado!!
Um super beijo e uma excelente semana,
Carolina